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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O diário secreto de Adrian Mole

Uma óptima sugestão de férias tanto para pais como para os filhos

 O que eu não me ri com este livro, simplesmente espectacular. Sue Townsed escreve de uma forma simples, imaginativa e com muita fluidez. O sentido de humor está presente em todos os seus livros que tive a oportunidade de ler e que me deixaram completamente viciada, li a serie de Adrian Mole numa semana ( 6 volumes), procurei na biblioteca e ainda encontrei mais 2 livros dela que adorei, chamam-se : A Ana e o rei, e Crianças fantasma.


Título: O Diário secreto de Adrian Mole aos 13 anos e 3/4
Autor: Sue Townsend
O diário secreto de Adrien Mole aos 13 anos e 3/4 foi um livro escrito pela inglesa Sue Townsend e logo no início se destacou pela positiva.
Adrian Mole é um rapaz inglês que vive uma adolescência normal no meio de uma família bizarra.
É um intelectual que lê muitos livros, tem opinião política, manda cartas para a BBC e tem uns quantos problemas existenciais.
Tem um pai bêbado, preguiçoso e por vezes desempregado, um típico homem inglês. Este está casado com Pauline uma feminista que não faz as tarefas domésticas e, tal como o seu marido, não liga ao filho.
Pauline, em determinada altura, tem um caso com o vizinho, o Sr. Lucas. Lucas visita muitas vezes a mãe de Adrian e vice-versa. Contudo, Lucas separa-se da sua mulher, pois esta revela ser lésbica.
Assim sendo, Lucas e Pauline aproximam-se ainda mais e passado algum tempo fogem juntos para Sheffield.
A mãe de Adrian acaba por voltar para o seu la,r pois Lucas apenas satisfaz as suas necessidades sexuais e não o resto.
Nesse período de ausência maternal, Adrian sente-se um pouco só e tem de sustentar a casa (isto é, fazer comida e arrumar as coisas). O pai de Adrian fica destroçado.
Quem os consola é a avó do rapaz, uma velhota normal e a única familiar de Adrian que gosta realmente dele e o mima sempre que pode e por vezes ajuda o cão.
O cão é um qualquer cão estúpido que come coisas impróprias para consumo, e é operado múltiplas vezes com o dinheiro necessário para a família Mole.
Além de tudo há Nigel um amigo punk de Adrien que tem uma bicicleta porreira e acaba por o trair, ao namorar com o grande amor de Adrian, Pandora.
Em forma de diário, é um livro hilariante, difícil de resistir.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

A elegância do ouriço ( L´Elégance du herisson)

Vejam que não se vão arrepender!

 Uma historia dramática, envolvente que não me deixou indiferente, um olhar sobre a vida e sobre as pessoas que nem sempre são o que aparentam.

Adorei este filme, apesar de (ainda)  não ter tido o prazer de devorar o livro, que teve excelentes criticas.Segundo romance da escritora francesa Muriel Burbery esteve mais de 30 semanas no topo dos mais vendidos em França e foi traduzido em 34 línguas.
Tenho a certeza que vou adorar, se o filme é excelente, o livro deve ser espectacular.
 

Paloma Josse é uma menina de 11 anos que abomina sua existência de menina rica num prédio de luxo de Paris. Com várias dúvidas sobre o quão feliz é a vida dos outros que fingem a felicidade e sobre a própria felicidade, ela resolve se matar no dia em que ela completará 12 anos. No mesmo prédio dela, temos Renée Michel, uma viúva infeliz cuja única preocupação é manter um estereótipo de porteira para que ninguém veja que debaixo de sua couraça se esconde uma mulher culta que lê de Tolstói à Feuerbach. Mas, num dia, surge um novo morador no prédio, o senhor Kakuro Ozu, que faz com que Paloma se questione sobre o valor da vida e que Renée repense sobre sua extrema solidão.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Nunca me deixes

Um dos livros mais fascinantes que já tive a oportunidade de ler! Lembrei-me de o referir aqui pois ontem depois do pequeno dormir, e o grande também, apetecia-me ter um pouco de tempo sozinha a ler ou a ver um filme e reparei que num dos telecines estava a começar o filme com o mesmo titulo do livro, deixei um pouco para ver se era realmente baseado no livro de Kazuo Ishiguro, assim que confirmei o facto, pensei para comigo que ia ser mais uma desilusão,  salvo raríssimas excepções, gosto muito mais do livro, mas neste caso posso dizer que o filme me envolveu do inicio ao fim.

 As personagens foram bem retratadas, e a história apesar de já a conhecer ( li o livro de uma assentada, há 4 anos ) deixou-me profundamente comovida. A ingenuidade, a solidão, a esperança e falta dela das personagens principais tocaram-me bastante. A banda sonora também foi uma excelente escolha para marcar alguns dos momentos fulcrais da trama.
Não querendo divulgar mais, aconselho sempre a lerem primeiro o livro. Mas tanto a obra como o filme são excelentes.


Sinopse
Kazuo Ishiguro foi elogiado no Sunday Times por «ampliar as possibilidades da ficção». Em "Nunca Me Deixes", que se encontra certamente entre as suas melhores obras, conta-nos uma extraordinária história de amor, perda e verdades escondidas.
Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?
Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória. O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado.
Nunca Me Deixes é um romance profundamente comovedor, atravessado por uma percepção singular da fragilidade da vida humana.

Ishiguro nasceu em Nagasaki no Japão, em 1954, no rescaldo do fim da guerra e do lançamento da bomba atómica. Foi para Inglaterra com seis anos e os seus livros reflectem uma nostalgia por uma cultura que deixou definitivamente para trás e que se reflecte na sua escrita labiríntica e obsessiva em que a ironia em relação ao país que se tornou definitivamente o seu – a Inglaterra – surge como uma crítica profunda, disfarçada e entretecida nas malhas de uma linguagem cheia de sensibilidade, poética e sibilina. O leitor é arrastado para um mundo quase onírico, como se habitasse a mente das personagens e comungasse dos seus pesadelos. “Nunca me Deixes” é um livro importante que chama a atenção para os dilemas da existência, para o universo dos afectos, para os dramas do conhecimento, para disciplinas tão estreitamente ligadas como a ética e a ciência. É, ainda, uma obra que poderá funcionar magnificamente se transposta para o cinema. E certamente, se tal acontecer, o filme será classificado como de “terror”.