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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Nunca me deixes

Um dos livros mais fascinantes que já tive a oportunidade de ler! Lembrei-me de o referir aqui pois ontem depois do pequeno dormir, e o grande também, apetecia-me ter um pouco de tempo sozinha a ler ou a ver um filme e reparei que num dos telecines estava a começar o filme com o mesmo titulo do livro, deixei um pouco para ver se era realmente baseado no livro de Kazuo Ishiguro, assim que confirmei o facto, pensei para comigo que ia ser mais uma desilusão,  salvo raríssimas excepções, gosto muito mais do livro, mas neste caso posso dizer que o filme me envolveu do inicio ao fim.

 As personagens foram bem retratadas, e a história apesar de já a conhecer ( li o livro de uma assentada, há 4 anos ) deixou-me profundamente comovida. A ingenuidade, a solidão, a esperança e falta dela das personagens principais tocaram-me bastante. A banda sonora também foi uma excelente escolha para marcar alguns dos momentos fulcrais da trama.
Não querendo divulgar mais, aconselho sempre a lerem primeiro o livro. Mas tanto a obra como o filme são excelentes.


Sinopse
Kazuo Ishiguro foi elogiado no Sunday Times por «ampliar as possibilidades da ficção». Em "Nunca Me Deixes", que se encontra certamente entre as suas melhores obras, conta-nos uma extraordinária história de amor, perda e verdades escondidas.
Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?
Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória. O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado.
Nunca Me Deixes é um romance profundamente comovedor, atravessado por uma percepção singular da fragilidade da vida humana.

Ishiguro nasceu em Nagasaki no Japão, em 1954, no rescaldo do fim da guerra e do lançamento da bomba atómica. Foi para Inglaterra com seis anos e os seus livros reflectem uma nostalgia por uma cultura que deixou definitivamente para trás e que se reflecte na sua escrita labiríntica e obsessiva em que a ironia em relação ao país que se tornou definitivamente o seu – a Inglaterra – surge como uma crítica profunda, disfarçada e entretecida nas malhas de uma linguagem cheia de sensibilidade, poética e sibilina. O leitor é arrastado para um mundo quase onírico, como se habitasse a mente das personagens e comungasse dos seus pesadelos. “Nunca me Deixes” é um livro importante que chama a atenção para os dilemas da existência, para o universo dos afectos, para os dramas do conhecimento, para disciplinas tão estreitamente ligadas como a ética e a ciência. É, ainda, uma obra que poderá funcionar magnificamente se transposta para o cinema. E certamente, se tal acontecer, o filme será classificado como de “terror”.

1 comentário:

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